Pelo menos 50% das meninas e mulheres foram submetidas à mutilação genital na Guiné-Bissau

Na Guiné-Bissau, pelo menos 50% das meninas e mulheres, com idades entre os 15 e os 49 anos, foram submetidas à mutilação genital feminina (MGF), lamentou hoje a Liga Guineense dos Direitos Humanos.
MGF constitui uma grave violação dos direitos humanos e representa um sério problema de saúde pública, com consequências físicas, psicológicas e sociais duradouras, frisou a Organização Não-Governamental, num comunicado publicado no Facebook para assinalar o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.
“Trata-se de uma prática sem qualquer fundamento médico ou religioso, que compromete o desenvolvimento integral das raparigas e perpetua desigualdades de género”, frisou.
“Dados recentes indicam que mais de 50% das mulheres e meninas com idades entre 15 e 49 anos na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, o que corresponde a centenas de milhares de vítimas. Em determinadas regiões do país, nomeadamente Gabú e Bafatá, a prevalência ultrapassa 80%, sendo a prática maioritariamente realizada em meninas entre os quatro e os 14 anos de idade”, contextualizou.


