Porto do Lobito marca presença no acto de assinatura do memorando para estudos da futura Autoestrada Oeste-Leste

O Porto do Lobito participou, nesta segunda-feira, 27 de Julho, na cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento entre o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) e a empresa GAV Construções, Lda., para a elaboração dos estudos e projectos da futura Autoestrada Oeste-Leste. O acto decorreu no Hotel EPIC SANA, em Luanda.
A cerimónia foi presidida pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos. A delegação do Porto do Lobito foi chefiada pelo presidente do Conselho de Administração, Celso Rosas, acompanhado pelo director de Infraestruturas, Paulo Lima, e pelo delegado da empresa em Luanda, Ornelas Nunda.
Com uma extensão estimada em cerca de 1.300 quilómetros, a futura infraestrutura rodoviária integrará o Corredor do Lobito, ligando o litoral ao leste do país. A via atravessará as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico, estando igualmente prevista a sua extensão até à fronteira com a República da Zâmbia.
Considerado um projecto estratégico para a economia nacional e regional, o empreendimento foi concebido para facilitar o escoamento da produção interna, reforçar a integração logística com os países vizinhos e potenciar o transporte de mercadorias ao longo do Corredor do Lobito.
À margem da cerimónia, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, afirmou que o país dá um passo decisivo para a concretização de uma das mais ambiciosas obras rodoviárias previstas, sublinhando o compromisso do Executivo com a diversificação da economia nacional.
«“A nossa participação neste acto demonstra a vontade do Governo em concretizar a diversificação económica, uma vez que esta infraestrutura servirá como uma alternativa e um complemento fundamental à linha férrea do Corredor do Lobito”, afirmou.»
O responsável destacou que, embora a ferrovia constitua o principal eixo do transporte de cargas, a rede rodoviária desempenha um papel indispensável para o sucesso do sistema logístico.
«“A ferrovia é a espinha dorsal, mas, sem boas estradas, o Corredor do Lobito não respira”, defendeu.»
Para ilustrar a complementaridade das diferentes infraestruturas, Celso Rosas recorreu a uma metáfora baseada na anatomia humana.
«“Se olharmos para o corpo humano, o Porto do Lobito é o coração, o Caminho-de-Ferro é a coluna vertebral e as estradas são as veias. Por isso, é fundamental garantir que todas estas vias funcionem de forma integrada para assegurar a operacionalidade permanente do Corredor do Lobito.”»


