Presidente da Namíbia destaca Cassinga, na província da Huíla, como marco da resistência ao apartheid

A Presidente da Namibia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, destacou Cassinga, localizado no município da Jamba, na província da Huíla, em Angola, como um dos mais importantes marcos históricos da resistência ao regime do apartheid, durante a cerimónia do 48.º aniversário do Cassinga Day.
Ao evocar o episódio de 4 de Maio de 1978, a Presidente recordou que Cassinga era um campo de refugiados criado para acolher civis namibianos que fugiam da ocupação sul-africana. Nesse local, considerado de abrigo e segurança, ocorreu uma ofensiva militar do regime do apartheid da South Africa, que resultou na morte de centenas de pessoas, sobretudo mulheres e crianças, deixando também um elevado número de feridos.
Segundo a Chefe de Estado, o ataque a Cassinga, na Jamba, não apenas provocou uma tragédia humanitária, como também se transformou num ponto de viragem decisivo na luta de libertação da Namíbia. O episódio expôs a brutalidade do sistema colonial sul-africano e reforçou a mobilização internacional em torno da causa da independência namibiana.
A Presidente sublinhou que Cassinga permanece gravado na memória coletiva como símbolo de sacrifício, resistência e solidariedade entre povos da região. Destacou ainda o papel de Angola no apoio à luta de libertação, lembrando que territórios como a Huíla foram fundamentais para a proteção de refugiados e combatentes.
No discurso, Nandi-Ndaitwah reforçou que a melhor forma de honrar as vítimas de Cassinga passa pela defesa da independência conquistada, pela preservação da unidade nacional e pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável. Evocou igualmente o legado do fundador da nação, Sam Nujoma, como referência de coesão e luta.
A governante alertou ainda para os desafios atuais da Namíbia, incluindo pobreza, desemprego e desigualdades sociais, defendendo maior celeridade na implementação de projetos estruturantes e uma governação baseada na meritocracia, integridade e justiça social.
Na conclusão, a Presidente reiterou que Cassinga, na província da Huíla e no município da Jamba, permanece como um símbolo vivo da resistência ao apartheid e um marco incontornável da história da libertação da Namíbia, apelando às novas gerações para preservarem a paz, a estabilidade e a unidade nacional.


