Havana - O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou como muito significativa a visita à ilha da subdirectora-geral da Prioridade África e Relações Exteriores da UNESCO, Lídia Arthur Brito.
Havana - O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou como muito significativa a visita à ilha da subdirectora-geral da Prioridade África e Relações Exteriores da UNESCO, Lídia Arthur Brito.
Os meios de comunicação estatais noticiaram que, durante o encontro com a responsável, na sexta-feira, o chefe de Estado cubano destacou "os laços históricos" nas relações entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Cuba.
Além disso, considerou que "há muita coincidência entre os princípios que a UNESCO defende e os princípios que a Revolução cubana defende".
"Estamos a defender a nossa cultura perante as ameaças de todos os planos de colonização cultural que o império pretende impor-nos", afirmou, sustentando que o Governo não renunciou à educação, à saúde e a uma cultura universal, inclusiva e gratuita.
O responsável referiu ainda que, esta semana, teve início o novo ano letivo na ilha, tanto no ensino geral como no ensino superior, numa situação "extremamente complexa, com o recrudescimento do bloqueio [dos Estados Unidos] e o bloqueio energético que se veio somar".
Díaz-Canel destacou "o apoio da UNESCO, que tem estado presente ao longo de todos estes anos", bem como os projectos e o apoio na sequência de catástrofes naturais.
A subdirectora-geral de Prioridade África e Relações Exteriores da UNESCO felicitou o chefe de Estado e os dirigentes do país por "terem a capacidade de, em situações muito difíceis para a educação, conseguirem cumprir o plano de manter o rumo, tanto no ensino básico e geral como no ensino superior".
Lídia Arthur Brito afirmou ainda que este encontro constituiu "uma oportunidade para fazer um balanço da cooperação" com Cuba e manifestou satisfação por ter conversado com Díaz-Canel sobre o trabalho que o gabinete regional da UNESCO vai realizar em cinco escolas, denominadas verdes, no que diz respeito à introdução da energia solar, à preservação do ambiente e à adaptação às alterações climáticas.
"São processos que a UNESCO desenvolve e que tivemos a capacidade, em conjunto com o Ministério da Educação, de implementar", acrescentou a moçambicana, afirmando que a organização está "pronta para, como sempre, trabalhar com Cuba".
Em Cuba, a representante da UNESCO tem agendados encontros com autoridades dos ministérios da Educação, do Ensino Superior, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Ambiente, bem como um intercâmbio com outros dirigentes de alto nível, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Havana. CV



