Presidente de Moçambique defende união com África do Sul e apela ao combate à xenofobia

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, classificou como “positivo” o encontro mantido com o seu homólogo da África do Sul, Cyril Ramaphosa, destacando avanços no diálogo bilateral entre os dois países.
A reunião, realizada num contexto de recentes tensões xenófobas em território sul-africano, permitiu, segundo Chapo, reforçar os mecanismos de cooperação com foco na estabilidade regional e na convivência pacífica entre comunidades.
O Chefe de Estado moçambicano sublinhou que ambos os países manifestaram empenho em encontrar soluções duradouras para garantir a segurança dos cidadãos, sobretudo imigrantes, frequentemente afetados por episódios de violência.
Além das questões de segurança, o encontro serviu igualmente para consolidar as relações diplomáticas e económicas entre Maputo e Pretória, consideradas estratégicas no quadro da integração regional na África Austral.
Dados e análises de organizações como a União Africana e a International Organization for Migration indicam que o reforço da cooperação entre Estados é essencial para prevenir conflitos sociais associados à migração e promover a estabilidade na região.
Nos últimos anos, a África do Sul tem registado episódios recorrentes de violência contra estrangeiros, situação que tem motivado intervenções diplomáticas e esforços conjuntos com países vizinhos, incluindo Moçambique.
Nós, moçambicanos, lutámos juntos com a África do Sul para conseguirmos a liberdade do povo sul-africano”, referiu, sublinhando que essa relação histórica deve servir de base para o fortalecimento contínuo da amizade entre os dois povos.
O Presidente destacou ainda que a cooperação entre os dois países deve ir além do plano político e histórico, passando também pelo reforço das relações económicas. Defendeu a criação de mais indústrias, expansão do comércio bilateral, implementação de zonas económicas especiais e desenvolvimento de infra-estruturas.
Segundo o estadista, estas acções devem contribuir para um desenvolvimento económico integrado na região da África Austral, com impacto directo no crescimento de Moçambique e da África do Sul.
O Presidente moçambicano reiterou que a proximidade entre os dois povos deve ser preservada, apelando à unidade e coesão como forma de ultrapassar tensões sociais e fortalecer a estabilidade regional.


