Os cerca de 58 milhões de eleitores brasileiros decidem, hoje, se continuam a ter Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República ou se preferem a mudança, votando em Flávio Bolsonaro, o candidato da extrema-direita.
Os concorrentes partem para a segunda volta das eleições num empate técnico que vai ser desfeito quando, hoje à note (madrugada em Angola), for anunciado o vencedor.
Uma vitória de Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), seria o regresso da extrema-direita, nomeadamente do PL, à liderança do país, depois do mandato do ex-Presidente Jair Bolsonaro, por sinal pai do actual candidato.
Jair Bolsonaro governou entre Janeiro de 2019 e Janeiro de 2023, depois de ter vencido, à segunda volta, as eleições de 2018 contra o então candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) Fernando Haddad, que substituiu Lula da Silva, impedido de concorrer devido a problemas com a Justiça.
As eleições de hoje podem ser, por isso, ocasião para a desforra dos liberais, que já venceram a primeira volta das eleições,no dia 4 deste mês, mas cujo resultado não foi suficiente para garantir a vitória no primeiro turno. Era preciso obter 50%+1 do total dos votos.
O senador Flávio Bolsonaro teve 47,51% e o Presidente cessante 44,59%. A segunda pode ser de vez, mas Lula recuperou terreno nos últimos dias. Uma última sondagem, divulgada ontem pelo jornal Estado de São Paulo, revela que Flávio Bolsonaro tem 50,5% das intenções de votos válidos, contra 49,5% de Lula da Silva.
Os candidatos tiveram, na noite de sexta-feira (madrugada de sábado em Angola), na TV Globo, o último debate televisivo. Nos primeiros três blocos, dominaram o debate as discussões de propostas de Governo, com foco em infra-estrutura, economia (endividamento das famílias, custo de vida, juros e salário mínimo), saúde pública (SUS), segurança pública (combate ao crime) e regiões do Brasil.
Na visão dos colunistas do GLOBO, Lula da Silva foi quem teve o melhor desempenho. O candidato do PT recebeu uma nota média de 2,7, numa escala que vai de 1 a 5. Já o desempenho de Flávio Bolsonaro foi classificado com uma nota média de 2,4.
Ontem, último dia de campanha, Lula da Silva e Flávio Bolsonaro arrastaram multidões de apoiantes em actos públicos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, tendo em vista captar apoios para desfazer o empate técnico com que se apresentam aos eleitores.
* Com agências




