Beirute - O Presidente libanês, Joseph Aoun, viajará a Roma esta semana para conversar sobre o futuro da força de manutenção de paz das Nações Unidas no sul do Líbano, cujo mandato termina este ano, informou um responsável libanês à AFP.
Beirute - O Presidente libanês, Joseph Aoun, viajará a Roma esta semana para conversar sobre o futuro da força de manutenção de paz das Nações Unidas no sul do Líbano, cujo mandato termina este ano, informou um responsável libanês à AFP.
A visita, prevista para a quinta-feira, ocorre após a Itália e a França anunciarem, em Junho, a intenção de criar uma coligação multinacional que substitua a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Ambos os países contam com contingentes de tropas importantes.
Aoun irá reunir-se com o homólogo Sergio Mattarella e com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para abordar “o futuro das forças internacionais, especialmente à luz da iniciativa franco-italiana para criar uma força que substitua a Unifil”, disse a autoridade sob a condição do anonimato.
Aoun também vai manter um encontro com o papa Leão XIV no Vaticano, onde o informará sobre “os contactos que o Líbano manteve desde o início das negociações” com Israel, acrescentou.
O Líbano e Israel iniciaram negociações directas, mediadas pelos Estados Unidos, depois que o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irão, envolveu o Líbano na guerra no Médio Oriente em Março, ao atacar Israel, que respondeu com bombardeamentos aéreos e uma incursão terrestre.
Roma acolheu as duas últimas rondas de negociações.
Aoun destacou que a opção preferida pelo Líbano é uma prorrogação do mandato da Unifil, uma medida à qual Israel se opõe.
Na segunda-feira, o mandatário libanês afirmou que “a segunda opção é adoptar uma fórmula que garanta a continuidade da presença de forças internacionais no sul”, junto do exército libanês “e em coordenação com ele”.
Um acordo alcançado em Junho entre Israel e o Líbano contempla o desarmamento do Hezbollah, uma retirada gradual das forças israelitas do sul do Líbano e a mobilização do exército libanês na região, começando por “zonas piloto”. CV




