Presidente sul-africano rejeita demissão em meio a nova crise política

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afastou esta segunda-feira, 11, qualquer possibilidade de demissão, num momento em que o país enfrenta uma nova crise política e tensão social associada à reabertura de um processo judicial que envolve a sua liderança.
A posição foi expressa num discurso à Nação, no qual o Chefe de Estado procurou reafirmar a estabilidade do seu mandato e a continuidade da governação, apesar das pressões políticas e judiciais em curso.
Ramaphosa surge novamente no centro da controvérsia após o Tribunal Constitucional ter reaberto, na semana passada, o processo de destituição relacionado com o caso conhecido como “Farmgate”, que envolve alegações de irregularidades associadas ao Presidente.
No mesmo contexto, a África do Sul enfrenta também episódios de tensão social, incluindo ataques anti-imigrantes registados em algumas regiões do país. O Presidente procurou distanciar o Governo e a população destes actos, atribuindo a sua ocorrência à actuação de “oportunistas”.
“Os recentes protestos violentos e actos criminosos dirigidos contra cidadãos estrangeiros em algumas partes do nosso país não representam as opiniões do povo da África do Sul nem refletem a política do nosso Governo”, afirmou Ramaphosa.
O Chefe de Estado sul-africano sublinhou ainda que pretende manter-se no cargo e enfrentar os processos em curso, numa tentativa de conter a instabilidade política e reafirmar a autoridade institucional.
A conjugação entre a crise judicial e os episódios de violência interna aumenta a pressão sobre a presidência de Ramaphosa, num momento considerado sensível para a governação sul-africana.


