O Primeiro-Ministro do Sudão, Kamil Idris, disse segunda-feira que um diálogo sudanês começará “em breve” para preparar o caminho para a recuperação nacional, a reconciliação abrangente e eleições livres.
O diálogo será “propriedade de todo o povo do Sudão”, disse Idris, durante uma reunião em Cartum com uma delegação do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, liderada por Mohamed Khaled, da Argélia.
O diálogo planeado levará a uma “recuperação nacional abrangente, reconciliação nacional plena e reconstrução constitucional integrada” antes de culminar “em eleições livres e justas nas quais o povo sudanês escolherá a nova liderança do país”, acrescentou nas suas declarações veiculadas pela agência oficial de notícias SUNA. Idris disse que o Exército sudanês estava a avançar no terreno na região do Cordofão e mais tarde dirigir-se-ia para o Darfur “até que todo o país seja libertado”.
Existem “linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas”, incluindo “não colocar as Forças Armadas Sudanesas e a milícia das Forças de Apoio Rápido em pé de igualdade”, bem como rejeitar a interferência estrangeira nos assuntos sudaneses, disse o primeiro-ministro. “Só os sudaneses determinam a forma como os assuntos do seu país são geridos”, disse, acrescentando que o envolvimento da União Africana com o Sudão deve basear-se no “respeito mútuo” entre os Estados-membros.
O Primeiro-Ministro apresentou também uma iniciativa de paz do Governo sudanês apresentada ao Conselho de Segurança da ONU em Dezembro de 2025, que apela à retirada da RSF das áreas sob o seu controlo e à introdução de procedimentos de integração e desmobilização destinados a pôr fim à guerra.




