Talin - A provedora da Justiça da Estónia, Ulle Madise, foi hoje eleita pelo parlamento como nova Presidente, tornando-se a segunda mulher a ocupar a chefia de Estado do país.
Talin - A provedora da Justiça da Estónia, Ulle Madise, foi hoje eleita pelo parlamento como nova Presidente, tornando-se a segunda mulher a ocupar a chefia de Estado do país.
A votação, realizada por escrutínio secreto, resultou em 71 votos a favor, numa câmara composta por 101 membros.
"Gostaria de ser a Presidente de todos e, como sempre disse no meu cargo anterior, todos os partidos e candidatos eleitos para o parlamento representem o povo da Estónia", afirmou a antiga professora de Direito, de 51 anos, em conferência de imprensa.
Ulle Madise, que tomará posse a 12 de Outubro, será a segunda mulher a ocupar a presidência do país báltico, depois de Kersti Kaljulaid ter ocupado o cargo entre 2016 e 2021, recorda a Lusa.
A nova chefe de Estado vai suceder ao actual Presidente, Alar Karis, que decidiu não se recandidatar.
Questionada sobre como imaginava o novo papel, Madise adiantou que "a essência" do cargo "é falar francamente, ser aberta, olhar para as pessoas, ver o que há de bom nelas e, quando surge um problema, encontrar a forma mais rápida e melhor" de o resolver.
"Estes podiam ser os meus princípios orientadores", acrescentou.
Num discurso proferido no parlamento antes da votação, Madise sublinhou os valores da solidariedade e da confiança e afirmou que mesmo uma pequena nação pode aspirar à grandeza.
"Todos devem ter a oportunidade de sentir que são valorizados e que o seu trabalho, a sua vida e as suas criações são valiosos", defendeu.
Sobre o papel de provedora da Justiça da Estónia, cargo que ocupa desde 2015, Madise exortou a que se faça os possíveis para "garantir que deixe de haver tantas pessoas tratadas injustamente e com motivos para se sentirem mal, quer em casa, quer na escola ou no trabalho, por serem assediados ou humilhados, por terem sido privados de algo ou por serem abandonados".
Para a também advogada, o princípio a seguir por quem vê alguma coisa errada não deve ser reclamar, mas sim corrigir.
A Estónia, "enquanto país pequeno e nação sábia, pode ser uma força influente, inovadora e que também colabora internacionalmente porque, ao fazê-lo, beneficia todos", afirmou Madise.
O Presidente da Estónia tem poderes limitados para influenciar as políticas públicas. Pode recusar a promulgação de uma lei, devolvendo-a aos legisladores para reconsideração, mas os deputados podem voltar a aprová-la sem alterações. CV




