Questões de saúde levam Simões Pereira a Portugal

A justiça da Guiné-Bissau autorizou, quinta-feira, que o presidente da Assembleia Nacional, Domingos Simões Pereira, embarcasse para Portugal.
O também líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) encontrava-se em prisão preventiva desde o dia 10 deste mês, acusado de envolvimento no golpe de Estado contar a actual Junta Militar ao poder. Num despacho judicial a que o Observador teve acesso, a viagem para Lisboa é justificada por motivos de saúde: “O Tribunal Militar Regional, através do juiz de instrução criminal, manda que seja autorizada a viagem do senhor engenheiro Domingos Simões Pereira, a ter lugar no dia 23/07/2026, pelas 18 horas, de Bissau, do estabelecimento de detenção da segunda esquadra directo para o avião da TAP que se encontra estacionado no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, com destino a Portugal para tratamento médico no centro especializado da Cruz Vermelha Portuguesa”. Esta decisão sucede a uma outra, assinada na quarta-feira pelo juiz Mamadu Embaló — o mesmo magistrado que havia decretado a prisão preventiva do político —, que suspendeu a medida de coação por razões “humanitárias e legais”.


