Pretoria (Da correspondente) - O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, defendeu o reforço da capacidade da SADC em mobilizar recursos nacionais, regionais e internacionais para a implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (RISDP) e da Visão 2050 da organização.
Pretoria (Da correspondente) - O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, defendeu o reforço da capacidade da SADC em mobilizar recursos nacionais, regionais e internacionais para a implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (RISDP) e da Visão 2050 da organização.
Ao intervir, segunda-feira, na sessão de encerramento da 46.ª Cimeira Ordinária de chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o também Presidente da organização austral afirmou que a dimensão da agenda de infra-estruturas regionais coloca o financiamento como questão essencial.
Neste sentido, Ramaphosa assegurou que a presidência sul-africana da SADC apoiará uma mobilização mais robusta de recursos, destacando o Fundo de Desenvolvimento Regional como um mecanismo destinado a financiar a economia e o crescimento sustentável da região.
A operacionalização do Fundo, referiu, tem sido identificada pela Comunidade como uma medida importante para colmatar as lacunas de financiamento dos programas e projectos regionais.
“Prosseguiremos sem demora injustificada para operacionalizar o Fundo, aumentaremos a mobilização para financiar as nossas próprias prioridades de desenvolvimento, continuando ao mesmo tempo a construir parcerias produtivas com instituições financeiras internacionais, parceiros de desenvolvimento e o sector privado”, afirmou.
O Presidente sul-africano considerou encorajadoras as deliberações da Cimeira, mas advertiu que os cidadãos avaliarão os resultados não pelo número de resoluções adoptadas, mas pelo impacto destas nas suas vidas quotidianas.
“O desafio que temos pela frente é, sem dúvida, a implementação dos assuntos aprovados”, sublinhou.
Cyril Ramaphosa destacou as estratégias desenvolvidas, as instituições estabelecidas e as necessidades de infra-estruturas entre as várias reformas acordadas pelos Estados-membros para o aprofundamento da integração regional.
“Devemos agora acelerar a implementação, medir o nosso progresso não apenas em reuniões realizadas e acordos assinados, mas sim em quilómetros de linha férrea reabilitados, megawatts de electricidade gerados e transmitidos, tempos de passagem de fronteiras reduzidos, fábricas estabelecidas, comércio intra-regional expandido e empregos criados”, indicou.
Para o Presidente da SADC, esta abordagem vai definir a próxima fase do desenvolvimento da organização, uma vez que a África Austral reúne condições para se tornar numa das principais regiões de crescimento e oportunidades do mundo.
“Nós temos os recursos, o povo, as instituições e, como esta Cimeira demonstrou, temos vontade política para trabalhar em conjunto. O que é necessário agora é transformar esse desejo político em acção. Vamos construir uma África Austral que seja pacífica, integrada, industrializada e próspera”, concluiu. RB/CV




