Ruanda e Moçambique assinalam juntos memória do genocídio

Autoridades militares e civis de Ruanda e Moçambique assinalaram conjuntamente, na província de Cabo Delgado, o 32.º aniversário do Genocídio de 1994 contra os Tutsi (Kwibuka32), num acto marcado por apelos à paz, à memória histórica e à prevenção de novas atrocidades.
A cerimónia decorreu no distrito de Mocímboa da Praia e reuniu forças de segurança ruandesas, elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), representantes governamentais, líderes religiosos e membros do sector privado, incluindo o Grupo TotalEnergies.
Entre os participantes destacou-se o Vice-Comandante do Exército das FADM, Brigadeiro-General Tomás Mponha, que participou em representação das autoridades moçambicanas, num contexto de cooperação militar entre os dois países.
Durante o evento, o Comandante da Força-Tarefa Conjunta das forças ruandesas, Brigadeiro-General CM Mujuni, sublinhou que a preservação da memória do genocídio é essencial para evitar a repetição de crimes semelhantes no futuro.
O oficial recordou que o genocídio de 1994 resultou de ideologias divisivas e conflitos históricos, que levaram à morte de mais de um milhão de pessoas em cerca de 100 dias, num contexto em que a comunidade internacional foi amplamente criticada pela sua falta de resposta.
Mujuni reafirmou o compromisso do Ruanda com a unidade nacional e a estabilidade, destacando o papel das forças ruandesas na restauração da segurança no seu país e no combate a ameaças terroristas na região de Cabo Delgado.
Por sua vez, o Brigadeiro-General Tomás Mponha afirmou que a experiência do Ruanda constitui uma lição relevante para Moçambique e para o mundo, sobretudo no reforço da prevenção de conflitos e da promoção da paz.
O encontro terminou com a exibição de uma mensagem do Presidente ruandês, Paul Kagame, centrada na solidariedade, na memória das vítimas e no compromisso conjunto com a estabilidade e a paz duradoura.


