O director do Primeiro Departamento Europeu do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Artem Studennikov, declarou em entrevista à Sputnik que a Rússia adoptará medidas eficazes em resposta à decisão da Finlândia de revogar a proibição da importação de armas nucleares e de implantá-las no país
“Quanto às medidas específicas em resposta às decisões tomadas em Helsinque, elas são de competência do Ministério da Defesa da Rússia. A nova situ ação de segurança será, natural mente, levada em conta em nosso planeamento militar.
Posso apenas dizer que ninguém deve duvidar de que tais medidas serão adoptadas: elas serão adequadas às ameaças e eficazes.” Segundo Studennikov, o abando no, pela Finlândia, de sua política anterior e prudente de não alinha mento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — ao aderir à aliança — “não apenas deixa de fortalecer sua segurança nacional, mas, pelo contrário, aumenta significativamente os riscos nessa área, especialmente no caso de ações agressivas da OTAN contra a Federação da Rússia”.
Em Junho, o Parlamento finlandês aprovou emendas legislativas que revogam a proibição vigente sobre a importação, fabricação, armazenamento e uso de armas nucleares no país.
À época, a embaixada da Rússia em Helsinque declarou que o controle do possível uso de armas nucleares na Finlândia não será realizado pelo próprio país.
Anteriormente, o analista político russo Konstantin Blokhin disse que a retórica sobre o posicionamento de armas nucleares em países da UE automaticamente aumenta os riscos também para a Europa, porque não está claro quem terá que assumir a responsabilidade pelo seu uso: o pa ís que as implantou ou o país em cujo território elas foram instaladas.



