Sebastião Salgado morre de leucemia aos 81 anos

O fotógrafo Sebastião Salgado faleceu em razão de uma leucemia, informou na sexta-feira a família, logo após o passamento do profissional brasileiro, que foi a óbito em Paris, aos 81 anos.
De acordo com o ‘site’ brasileiro Mais Goiás, que cita nota divulgada pelos familiares, Sebastião Salgado lutava contra uma leucemia grave, desenvolvida como complicação de uma malária contraída em 2010, durante uma expedição fotográfica na Indonésia. Desde então, lutava contra os efeitos da doença.
Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em Aimorés, Minas Gerais, em 1944. Formado em economia, abandonou uma promissora carreira no Banco Mundial para se dedicar integralmente à fotografia a partir de 1973. A sua câmara levou-o por mais de 100 países, registando conflitos, migrações, culturas e o meio ambiente com uma sensibilidade ímpar e um rigor estético inigualável.
Salgado eternizou rostos anónimos e paisagens esquecidas em projectos fotográficos de fôlego, como “Trabalhadores” (1993), “Êxodos” (2000) e “Génesis” (2013), obras que combinam arte, denúncia social e consciência ambiental. Em 1998, com a esposa Lélia, fundou o Instituto Terra, uma iniciativa de reflorestamento e preservação da Mata Atlântica na região do Vale do Rio Doce, que se tornou exemplo global de restauração ecológica.
Em 2014, a sua vida e obra foram retratadas no documentário “O Sal da Terra”, co-dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e pelo seu filho Juliano Ribeiro Salgado. O filme foi premiado no Festival de Cannes e indicado ao Óscar de Melhor Documentário.



