Somália: falha técnica obriga aterragem na praia e passageiros saem em segurança

O piloto de um avião comercial na Somália viu-se obrigado a fazer uma aterragem forçada, numa praia, depois de detectar uma falha técnica na aeronave, tendo os passageiros saídos ilesos do incidente.
O piloto foi elogiado pela companhia aérea para que trabalha depois de ter conseguido pousar o avião mediante uma falha técnica. A rapidez de raciocínio do piloto foi apontada pela empresa como tendo sido crucial para salvar os 50 passageiros e cinco tripulantes.
A aterragem forçada com um avião de passageiros, ocorreu depois de o aparelho ter sofrido uma falha técnica, na manhã desta terça-feira, na costa próxima ao aeroporto internacional de Mogadíscio, tendo as 55 pessoas a bordo sobrevivido.
A Starsky Aviation afirmou que a “rapidez de raciocínio” do piloto foi “crucial” para salvar os 50 passageiros e cinco tripulantes. “Elogiamos a forma como lidou com a situação”, disse o porta-voz da companhia aérea, citado pela BBC.
A aeronave – um Fokker 50 – alertou a torre de controlo para o problema cerca de 15 minutos após descolagem do Aeroporto Internacional Aden Adde e solicitou o regresso imediato do avião, relatou a Autoridade de Aviação Civil da Somália (CAA).
“Logo em seguida, o avião ainda tentou pousar, mas não conseguiu parar na pista, tendo ultrapassado o asfalto e ficado em águas rasas”, contou o director da CAA, Ahmed Macalin Hassan. Não resulta claro, no entanto, qual era o problema diagnosticado.
Sobre o incidente, aquele o porta-voz da companhia disse estarem a decorrer as investigações para apurar as causas.
“Temos o alívio de confirmar que todos os passageiros e tripulantes estão em segurança. Estão a decorrer investigações para apurar as causas do problema técnico que levou à aterragem de emergência”, revelou também o porta-voz da Starsky.
Imagens publicadas mostram o aparelho na praia, rodeado de água e com os passageiros a sair, afastando-se dos destroços.A missão da União Africana na Somália descreveu no Facebook que tropas da ONU e da UA foram “rapidamente mobilizadas” para auxiliar nos esforços de resgate e que o ministro dos Transportes também esteve no local.


