Suécia trava tentativa de classificar sexo como modalidade competitiva

A Suécia voltou a estar no centro da atenção mediática internacional após a circulação de informações que davam conta da classificação do sexo como modalidade desportiva e da realização de um alegado “Campeonato Mundial de Sexo”.
A notícia, que rapidamente se tornou viral nas redes sociais e em alguns meios digitais, foi entretanto desmentida pelas autoridades desportivas suecas.
A polémica teve origem numa iniciativa promovida por uma entidade privada denominada “Federação Sueca do Sexo”, que apresentou a proposta como uma competição organizada, baseada em critérios de desempenho físico, estratégico e intelectual. Segundo os promotores, o evento teria regras próprias, tempos definidos e participantes selecionados a nível internacional, aproximando-se do modelo de competições desportivas de alto rendimento.
No entanto, a Confederação Sueca de Desporto esclareceu que rejeitou o pedido de filiação apresentado por essa entidade privada, sublinhando que o sexo não é reconhecido como modalidade desportiva oficial no país. Com esta decisão, qualquer iniciativa ligada ao suposto campeonato não passa de um evento privado, sem reconhecimento institucional ou enquadramento oficial.
De acordo com os organizadores, os participantes seriam avaliados em categorias como resistência física, técnica, criatividade, ligação entre parceiros e controlo corporal. Um dos pontos mais controversos da proposta era a inclusão de uma componente teórica, que previa a atribuição de pontuação adicional com base no conhecimento do Kamasutra, apresentado pelos promotores como um elemento cultural e histórico.
O pedido de reconhecimento do sexo como desporto foi apresentado por Dragan Bratych, empresário ligado a clubes de dança erótica e fundador da chamada “Federação Sueca do Sexo”. Apesar da atenção mediática gerada, não existe qualquer validação oficial por parte das autoridades desportivas suecas ou da Federação Internacional.



