Tensão no Golfo: Paquistão elogia decisão de Trump de suspender operação no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, saudou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender o chamado “Projecto Liberdade” no Estreito de Ormuz, classificando o gesto como um passo decisivo para a redução das tensões na região.
Numa mensagem publicada na rede social X, Sharif agradeceu a “liderança corajosa” de Trump e considerou a medida “oportuna”, sublinhando que a iniciativa poderá contribuir para restaurar a estabilidade num dos corredores marítimos “mais sensíveis” do mundo.
De acordo com o chefe do governo paquistanês, a decisão norte-americana surge após apelos de Islamabad e de “países irmãos”, com destaque para a Arábia Saudita e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, num esforço conjunto para evitar uma escalada militar num momento considerado crítico.
Sharif reafirmou ainda o compromisso do Paquistão com soluções diplomáticas, defendendo o diálogo como via prioritária para a resolução de conflitos. “Esperamos que o actual impulso conduza a um acordo duradouro que assegure a paz e a estabilidade na região e além dela”, declarou.
A decisão de suspender a operação surge na sequência da prorrogação do cessar-fogo entre Washington e Teerão, anunciada por Trump em 21 de Abril. O presidente norte-americano justificou a medida com alegadas divisões internas no Irão e com pedidos de mediação apresentados pelo Paquistão.
Apesar da pausa no “Projecto Liberdade”, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e as suas forças em estado de alerta, preservando a capacidade operacional na zona.
Do lado iraniano, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica mantém uma posição firme, tendo advertido que o estreito permanecerá fechado até ao levantamento total das restrições impostas por Washington, ameaçando atacar qualquer embarcação que considere cooperar com o “inimigo”.
O anúncio da suspensão ocorre poucos dias após o lançamento da operação militar norte-americana, que mobilizou milhares de efectivos, meios navais e aéreos, numa demonstração de força que elevou significativamente o risco de confronto na região do Golfo.


