Kiev - A Coreia do Norte incluiu uma unidade de operadores de drones no mais recente envio de tropas para a Rússia, em apoio a Moscovo na guerra na Ucrânia, segundo fonte oficial dos serviços de informações militares de Kiev.
Kiev - A Coreia do Norte incluiu uma unidade de operadores de drones no mais recente envio de tropas para a Rússia, em apoio a Moscovo na guerra na Ucrânia, segundo fonte oficial dos serviços de informações militares de Kiev.
Em declarações à estação CNN, o vice-director da Inteligência de Defesa da Ucrânia, Vadim Skibitski, confirmou que o novo contingente, que elevaria o número total de militares norte-coreanos na Rússia para aproximadamente 8.500, está posicionado principalmente na região fronteiriça de Kursk.
O contingente inclui cerca de mil engenheiros e especialistas em desactivação de minas, além de cerca de 400 operadores de drones.
Skibitski indicou que estes últimos serão dedicados à operação de veículos aéreos não tripulados (UAV) destinados tanto ao reconhecimento como ao ataque a alvos dentro da Ucrânia.
O responsável sugeriu ainda que os novos contingentes não vão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.
A Ucrânia já tinha avisado que as forças norte-coreanas estavam a utilizar drones para atacar o seu território.
Skibitsky afirmou ainda que a Coreia do Norte enviou para a Rússia pelo menos 150 mísseis balísticos de curto alcance Hwasong-11A e Hwasong-11B e prometeu outros 120, dos quais 40 já foram entregues.
Estes mísseis tácticos, já difíceis de interceptar devido à sua trajectória variável, estão a tornar-se cada vez mais desafiantes para abater, com Kiev a sofrer da falta de mísseis Patriot norte-americanos.
Os especialistas acreditam que Pyongyang está a utilizar estes dois sistemas contra a Ucrânia para melhorar a sua precisão e eficácia.
Skibitski destacou também que a Coreia do Norte enviou pessoal para participar em lançamentos de mísseis na região de Voronezh e que, em troca de toda a assistência que está a prestar na guerra, pediu a Moscovo a transferência do sistema de defesa aérea russo S-400.
O país já recebeu um lançador de mísseis terra-ar Pantsir-1.
A guerra em curso começou em Fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, entre outros objectivos, como justificou na altura o Presidente russo, Vladimir Putin.
Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, embora o balanço seja desconhecido, incluindo entre os militares.
A guerra da Rússia contra a Ucrânia é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945. MCN




