Bruxelas - A Comissão Europeia disponibilizou hoje 114.7 milhões de euros a Espanha para responder à situação em Ceuta, após a entrada de milhares de migrantes em Julho, e anunciou o reforço de meios da Frontex no território.
Bruxelas - A Comissão Europeia disponibilizou hoje 114.7 milhões de euros a Espanha para responder à situação em Ceuta, após a entrada de milhares de migrantes em Julho, e anunciou o reforço de meios da Frontex no território.
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que os 114.7 milhões de euros hoje anunciados vão servir para "reforçar a vigilância das fronteiras", designadamente através de câmaras térmicas e drones submarinos, mas também para mobilizar mais meios humanos.
"Também vão servir para criar instalações destinadas ao controlo e triagem dos migrantes, assim como para apoiar o regresso das pessoas que permanecem ilegalmente em Ceuta", indica o executivo, que acrescenta que o objectivo é também ajudar a melhorar a "capacidade de acolhimento de Ceuta, incluindo no caso de menores não acompanhados".
Além destes fundos, a Comissão Europeia indica também que, após Espanha ter pedido em 28 de Agosto mais apoio das agências da UE, a Frontex (Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira) está disponível para prolongar até 2027 "todos os planos operacionais existentes" no país.
"O apoio adicional da Frontex poderá incluir a mobilização de meios marítimos, o reforço da troca de informações no âmbito do Eurosur, o apoio aos retornos, bem como à cooperação com Marrocos", afirma a Comissão Europeia.
Por outro lado, a Europol também confirmou que "manterá a cooperação existente com as autoridades policiais espanholas, nomeadamente no que diz respeito às investigações sobre redes clandestinas de imigração".
Citada no comunicado, a vice-presidente da Comissão Europeia Henna Virkkunen considera que, com os fundos hoje anunciados, a União Europeia (UE) mostra que está "ao lado da Espanha".
"A nossa mensagem é clara: estamos comprometidos com o combate à imigração ilegal e com o regresso rápido de todos os que permanecem em situação irregular em Ceuta", afirma.
Por sua vez, o comissário europeu com a pasta das Migrações, Magnus Brunner, considera que a crise de Ceuta foi um "teste à resiliência europeia e à segurança das suas fronteiras" e afirma que, desde o primeiro dia, a Comissão mostrou que estava ao lado de Espanha.
"Hoje, anunciamos mais apoios concretos para lidar com as necessidades prementes no terreno. A nossa prioridade mantém-se clara: as pessoas que não têm o direito de permanecer [em Ceuta] devem ser devolvidas", defende.
A Comissão Europeia refere que os fundos hoje disponibilizados tinham sido solicitados pela Espanha em 24 de Agosto, tendo o executivo tratado desse pedido com "máxima prioridade".
Em 30 e 31 de Julho, cerca de 72 mil pessoas, procedentes de Marrocos, entraram ilegalmente no enclave espanhol.
Mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente no enclave espanhol no norte de África, que tem fronteira com Marrocos, saíram de Ceuta nas horas e nos dias imediatos, mas pelo menos 5.000 permanecem na cidade, incluindo milhares que estão nas ruas.
Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla. AM




