Uganda declara fim da epidemia de Ébola após 42 dias sem novos casos

A decisão foi anunciada depois de concluído o período de vigilância contado a partir da alta do último doente de transmissão local. No entanto, o último paciente com Ébola, um cidadão da República Democrática do Congo (RDC), apenas recebeu alta hospitalar a 16 de julho, em Kampala, a capital ugandense.
Desde que a epidemia se propagou da RDC para o Uganda, foram confirmados 20 casos da doença, dos quais 15 considerados importados do país vizinho. O surto provocou duas mortes em território ugandense.
Na República Democrática do Congo, onde o surto foi declarado a 15 de maio, a situação continua a ser preocupante. Segundo os dados oficiais mais recentes, divulgados esta terça-feira, o país registou 3.262 casos confirmados e 1.437 mortes em cinco províncias afectadas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o actual surto é provocado pela estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%. Não existe, até ao momento, uma vacina ou tratamento específico autorizado para esta variante. A OMS considera o risco de propagação da doença elevado na África Subsariana e baixo à escala global.
Esta é considerada a terceira pior epidemia de Ébola da história. A mais grave ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, causando cerca de 11 mil mortes e 28 mil infecções. A segunda mais severa atingiu o leste da República Democrática do Congo entre 2018 e 2020, com 3.481 casos confirmados e 2.299 vítimas mortais.
O vírus Ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca uma febre hemorrágica grave, caracterizada por sintomas como febre alta, vómitos, diarreia e hemorragias internas.


