O ministro da Saúde do Uganda declarou, ontem, que o país está livre do Ébola, após o mais recente surto da doença hemorrágica viral naquele país da África Oriental, que infectou 20 pessoas e causou a morte de duas, ambas originárias da RDC.
O Uganda sofreu vários surtos de Ébola desde 2000, quando registou a sua primeira epidemia, e as autoridades afirmam que, ao longo dos anos, o país adquiriu experiência que utilizou para controlar rapidamente as infecções recentes, com disseminação limitada na comunidade. Quinze pessoas, no último surto, declarado em meados de Maio, foram infectadas na vizinha República Democrática do Congo (RDC), o epicentro da epidemia, onde o número de casos confirmados já ultrapassa os três mil. O último paciente com Ébola no Uganda, um cidadão congolês, recebeu alta em 22 de Junho. Esse prazo é inferior aos 42 dias exigidos pela Organização Mundial da Saúde para declarar o fim de um surto. O ministro da Saúde, Chris Baryomunsi, afirmou que a declaração oficial ocorre após a conclusão bem-sucedida do período obrigatório de 42 dias de monitorização. Esta contagem teve início a 16 de Junho de 2026, logo após a alta médica do último paciente infectado por transmissão local no país. Dos 20 casos confirmados durante o surto, 18 receberam alta, enquanto dois morreram em decorrência do vírus.




