Adis Abeba - O presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, apelou hoje aos países africanos para renovarem o compromisso com o panafricanismo, a unidade e a solidariedade continental.
Adis Abeba - O presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, apelou hoje aos países africanos para renovarem o compromisso com o panafricanismo, a unidade e a solidariedade continental.
A mensagem foi proferida por ocasião do dia 09 de Setembro, data que recorda a Declaração de Sirtes, que decidiu criar a União Africana (UA) para substituir a antiga Organização da Unidade Africana (OUA), em 1999.
Mahmoud Ali Youssouf considerou que a celebração deste ano ocorre num momento importante para África, na sequência de uma iniciativa apoiada pelas Nações Unidas para promover um Mapa-Múndi que represente com maior precisão a dimensão real do continente africano.
Segundo o responsável, a questão ultrapassa a simples representação cartográfica, por estar relacionada com a forma como África é vista internacionalmente e com a necessidade de os próprios africanos influenciarem as narrativas sobre o continente.
“Um mapa pode mudar a forma como o mundo vê África, mas o destino de África será, em última análise, determinado pela forma como os africanos se vêem a si próprios”, afirmou.
O presidente da Comissão da UA defendeu que o continente deve reconhecer a sua verdadeira dimensão, força e potencial, traduzindo essa consciência em maior integração económica, paz, segurança, desenvolvimento sustentável e participação nas decisões globais.
Destacou, deste modo, a importância da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) para o reforço da integração económica e apontou a Agenda 2063 como o principal quadro estratégico para a construção de uma África integrada, próspera e pacífica.
“África não procura um lugar maior no mundo. África está a recuperar o lugar que legitimamente lhe pertence no mundo”, sublinhou.
Mahmoud Ali Youssouf salientou igualmente que o desenvolvimento do continente deve ser avaliado pelo impacto na vida das populações, ao apontar entre as prioridades da União Africana para 2026 o acesso sustentável à água e ao saneamento seguro.
Apelou aos Estados-membros da UA, comunidades económicas regionais, instituições africanas, sector privado e sociedade civil, bem como às mulheres e aos jovens, para contribuírem para uma África mais integrada, confiante e sustentável.
“A África de amanhã não deve apenas estar melhor representada no mapa, deve ser mais forte no mundo, mais unida em casa e mais próspera para os seus povos”, concluiu. CV




