União Africana e EUA reafirmam importância da relação EUA-África

Adis Abeba - O Presidente da Comissão da União Africana (CUA), Mahmoud Ali Youssouf, e o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, reafirmaram a importância da relação EUA-África por meio da União Africana (UA).
Na reunião, ocorrida quarta-feira, na sede da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia, ambas as partes valorizaram o compromisso compartilhado com a protecção da paz e da segurança no continente e concordaram que o crescimento económico constitui a base de uma África pacífica e próspera.
Também concordaram que o desenvolvimento de infra-estruturas de alta qualidade, que facilite o comércio, é um passo crucial para impulsionar esse crescimento, em consonância com a Agenda 2063 da União Africana.
O mesmo se observa para as suas principais prioridades, incluindo os corredores prioritários do Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA) e a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA).
Nesse sentido, a Comissão da União Africana e o Governo dos Estados Unidos concordaram com a criação de um Grupo de Trabalho Estratégico de Infra-estruturas e Investimento, para promover e fortalecer parcerias económicas EUA-África que gerem empregos, prosperidade e segurança económica tanto na América quanto em toda a África.
O organismo servirá como uma plataforma para altos funcionários e especialistas técnicos da UA e do governo dos EUA identificarem e promoverem oportunidades de investimento e participação do sector privado dos EUA em projectos de infra-estruturas apoiados pela UA.
O apoio abrange iniciativas que impulsionem as prioridades estratégicas compartilhadas dos Estados Unidos e da UA, seus estados-membros e as Comunidades Económicas Regionais de África – viabilizando infra-estruturas de comércio e logística, bem como a transformação digital em todo o continente.
Esses investimentos alavancarão a autoridade e a experiência da UA em convocar iniciativas, juntamente com o capital dos EUA e ferramentas de financiamento inovadoras, para desenvolver cadeias de suprimentos de minerais e commodities essenciais, redes de energia e harmonização regulatória.
Também se perspectiva aumentar o comércio bilateral, proteger a infra-estrutura digital e melhorar a segurança sanitária, o que tornará americanos e africanos mais seguros e prósperos.
À medida que os Estados Unidos e a África buscam investimentos duradouros e rentáveis para impulsionar metas económicas em substituição à assistência externa, a nova estrutura fornecerá uma base para a cooperação económica estratégica que fortalecerá e moldará o relacionamento nos próximos anos.


