O mediador da União Africana para a crise na Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, afirmou ontem que o processo de transição no país deverá evoluir, cumprindo compromissos assumidos com presidenciais transparentes, destacando a importância da nova Constituição aprovada em referendo.
O antigo Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe encontra-se em Bissau para contactos com as autoridades civis e militares que conduzem a transição política naquele país lusófono. Patrice Trovoada foi, ontem, recebido em audiência pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e à saída prestou declarações transmitidas nos órgãos de comunicação social locais.
“Tive o prazer de estar com o Presidente da transição. Nós, evidentemente, como enviado especial da União Africana, passamos em revista a situação e a evolução do processo, depois do referendo”, declarou o responsável, citado pela Lusa. Segundo Patrice Trovoada, o Presidente garantiu que o processo decorrerá conforme o estipulado, após a aprovação, pelos guineenses, de uma nova Constituição, através de um referendo popular realizado a 30 de Agosto.
“Essa Constituição que foi referendada, que é uma Constituição que deverá servir ao povo guineense em primeiro lugar e aos responsáveis que serão escolhidos pelo povo, deverá não só servir, mas ser respeitada por todos, é um passo importante”, sublinhou Trovoada.
Olhando para o futuro, o mediador da União Africana apontou para a etapa seguinte: “Agora, vamos continuar a evoluir em direcção às eleições presidenciais, sempre procurando que esse processo seja o mais transparente e inclusivo possível”.




