O Vice-Presidente da Tanzânia demitiu-se, na terça-feira, dizendo que queria respeitar os desejos da Presidente. “Hoje, 25 de Agosto de 2026, escrevi uma carta à Presidente da República Unida da Tanzânia, Dra. SamiaSuluhu Hassan, para informar que decidi retirar-me da política e do serviço público”, disse Emmanuel Nchimbi, numa publicação partilhada na sua conta de Instagram.
A mensagem, escrita em suaíli, dizia que a sua demissão entraria em vigor a 4 de Setembro. “No dia 27 de Agosto de 2025, prometi à Dra. SamiaSuluhu Hassan que a ajudaria ela e ao nosso país da melhor forma possível e com integridade”, observa a mensagem de Nchimbi. Acrescentou que tinha prometido a Hassan que se demitiria caso ela desejasse um Vice-Presidente diferente e estava “convencido, sem sombra de dúvida, de que a Presidente deseja a mudança”.
Hassan tornou-se Presidente após a morte de John Magufuli, em Março de 2021, e foi inicialmente elogiada por aliviar as restrições à oposição e aos meios de comunicação social.
Nchimbi diz que agradece “a todos os tanzanianos pela grande cooperação que me deram durante todo o tempo em que servi no serviço público. Garanto-lhes que continuarei a ser um bom cidadão da Tanzânia.”
A demissão surge numa altura em que o líder da oposição tanzaniana, TunduLissu, iniciou a sua defesa no seu julgamento por traição, classificando-o como um “caso político”. Lissu, chefe do partido de oposição Chadema, foi detido em Abril de 2025 e acusado de traição, um crime que prevê a pena de morte, por alegadamente ter incitado o público a boicotar as eleições do ano passado. Enfrentou múltiplas detenções ao longo dos anos e sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 2017.




