Xenofobia: quase três mil estrangeiros repatriados da África do Sul em uma semana

Em apenas uma semana a África do Sul repatriou 2.745 estrangeiros, no quadro da crise e ataques xenófobos que os emigrantes têm vindo a sofrer nas terras de Mandela.
A relação foi feita pelo ministro do Interior da Africa do Sul, Leon Schreiber.
“Podemos anunciar o número de 2.745 repatriamentos realizados durante este período desde a intervenção do Presidente”, afirmou o ministro do Interior, Leon Schreiber, acrescentando que os números poderão “mudar”.
Moçambique, Nigéria, Malawi, Gana e Zimbabwe são os países com maior número de cidadãos emigrantes foram repatriados num intervalo de sete dias.
Na última semana o presidente da República da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prometeu endurecer a luta contra a imigração ilegal, informou no domingo o ministro do Interior do país.
Com uma taxa de desemprego superior a 30%, a África do Sul tem registado surtos recorrentes de agitação anti-imigração, incluindo novos episódios de violência nas últimas semanas.
Os recentes saques em lojas e ataques contra estrangeiros levaram cidadãos de Moçambique, da Nigéria, do Malawi, do Gana e do Zimbabué a aceitar um repatriamento voluntário organizado pelos seus governos.
A 7 de Junho, Cyril Ramaphosa disse reconhecer as preocupações em relação à imigração ilegal, mas avisou que as autoridades não tolerariam que alguém fizesse justiça pelas próprias mãos.


