Os observadores da União Africana (UA) alertaram contra as declarações prematuras de vitória depois de o principal candidato presidencial da oposição nas eleições da Zâmbia, Brian Mundubile, se ter declarado vencedor antes da publicação oficial dos resultados.
Por sua vez, a missão de observação da União Europeia (UE) nas eleições gerais da passada quinta-feira na Zâmbia considerou, ontem, que as mesmas decorreram de forma tranquila, mas num contexto de restrição das "liberdades fundamentais" e de "concorrência desleal".
"As eleições proporcionaram aos eleitores zambianos uma escolha competitiva e, em geral, o dia das eleições decorreu de forma tranquila, com o pessoal eleitoral a facilitar a votação de forma eficiente nos locais de votação observados", afirmou o eurodeputado irlandês Michael McNamara, chefe da missão, de acordo com um comunicado. "Ao mesmo tempo, o processo eleitoral no seu conjunto decorreu num ambiente que limitou as liberdades fundamentais. As alterações legislativas de última hora, a incerteza jurídica e as condições desiguais de campanha distorceram o campo de acção", acrescentou McNamara, numa conferência de imprensa em Lusaka, a capital da Zâmbia, para divulgar as conclusões preliminares da missão.
De acordo com o relatório dos observadores, "os direitos democráticos fundamentais foram prejudicados pelas restrições à capacidade de fazer campanha, que afectaram a maioria dos candidatos presidenciais", incluindo episódios de "violência", como ataques contra apoiantes dos partidos.




