Zâmbia vai às urnas para dizer se as reformas económicas de Hichilema devem continuar no mesmo caminho – Inflação e desemprego ameaçam reeleição

Ao fim de cinco anos de governação e com uma boa parte das suas promessas implementadas, "Bally", como também é conhecido, enfrenta uma crise económica marcada pelo alto custo de vida e desemprego, mas a sua aposta é dar o corpo às "balas".
E é isso que Hichilema fez durante a campanha eleitoral que desaguou nas eleições que estão a decorrer nesta quinta-feira, 13, na Zâmbia, com as sondagens a mostrarem que a vida de "Bally" pode ser mais difícil que o esperado.
O apoio inequívoco que chegou a ter está agora ameaçdp pela frustração popular que atravessa toda a sociedade zambiana e pode comprometer as aspirações de Hakainde Hichilema a um segundo mandato de cinco anos, que o levaria até aos 70 anos no poder.
Em confronto directo consigo, este "amigo" declarado dos "americanos", e do seu modelo económico, patente no seu pacote alargado de reformas económicas, baseado em privatizações e o poder aos privados, está Brian Mundubile, de 55 anos, e antigo ministro das Províncias do Norte, entre 2016 e 2021, no Governo de Edgar Lungu.
Enquanto Bally propõe o liberalismo económico, o rigor fiscal e a facilitação do investimento estrangeiro, como solução para a Zâmbia, Mundubile aponta para uma moderação no liberalismo, atribuindo ao Estado competências relevantes na condução da economia do país.
Perto de 9 milhões de eleitores, entre 22 milhões de habitantes, vão escolher, muito provavelmente, entre estes dois homens, e modelos económicos que carregam como compromisso eleitoral, que vai conduzir este país vizinho de Angola até ao debutar da terceira década do séceulo XXI.


