Zimbábue sucede à Somália no Conselho de Segurança das Nações Unidas

O Zimbábue foi eleito pela Assembleia Geral das Nações Unidas para integrar o Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente, substituindo a Somália no mandato que terá início em janeiro de 2027.
A eleição decorreu no âmbito da renovação parcial dos dez assentos não permanentes do órgão, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.
Ao assumir o lugar da Somália, o Zimbábue passa a representar o grupo africano no Conselho de Segurança durante os próximos dois anos, reforçando a presença do continente nas decisões sobre os principais desafios globais.
Além do Zimbábue, a Assembleia Geral elegeu Trinidad e Tobago, que substituirá o Panamá; o Quirguistão, que ocupará o lugar do Paquistão; e ainda Portugal e Áustria, que sucederão à Grécia e à Dinamarca, respectivamente.
Os novos membros juntar-se-ão ao Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Letónia e Libéria, países que continuarão a exercer funções no Conselho de Segurança até ao final de 2027.
O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes e dez não permanentes. Os membros não permanentes são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos, com renovação parcial anual.
Durante a mesma sessão, a Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu também Khalilur Rahman, ministro dos Negócios Estrangeiros de Bangladesh, para presidir à 81.ª sessão do órgão, que terá início em Setembro.
A entrada do Zimbábue no Conselho de Segurança é vista como uma oportunidade para reforçar a voz africana nos debates sobre paz, segurança, prevenção de conflitos e desenvolvimento sustentável no cenário internacional.


