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"O Kuando tem apenas 138.770 habitantes e o Kubango 570.447, segundo o Censo 2024. Isto não é apenas um problema demográfico. É uma falha de visão nacional", disse o líder da UNITA na sua página oficial.
O líder do principal partido da oposição defende transformar estas duas províncias num grande polo de desenvolvimento nacional, em vez de continuar a "empurrar" milhões de angolanos para a capital do País.
Adalberto Costa Júnior defende ligar Kuando e Kubango ao centro de Angola e aos países vizinhos através de estradas, caminho-de-ferro, energia, fibra óptica e plataformas logísticas.
"Não esperar que as cidades cresçam desordenadamente. Planeá-las. Habitação, hospitais, escolas, universidades, indústria, comércio, saneamento, energia e água antes da chegada da população", sugeriu.
De acordo com o político, o Okavango, os rios Kubango e Kuito podem sustentar uma economia de turismo de natureza, conservação, pesca, hotelaria e serviços especializados.
"Ninguém abandonará Luanda para viver no Kuando ou no Kubango simplesmente porque o Governo manda. As pessoas irão onde houver emprego, salário, escola, hospital, segurança, habitação, internet, transporte e oportunidade para os filhos", disse.
A UNITA considera que uma "verdadeira política" de povoamento deve ser económica, defendendo transformar o Kuando e o Kubango num "baluarte do desenvolvimento nacional e regional".
"Criar uma região tão dinâmica que as pessoas deixem de perguntar como chegar a Luanda e comecem a perguntar como chegar ao Kuando e ao Kubango. Porque há uma diferença entre possuir riqueza e saber transformá-la em prosperidade", sustentou.
Para o líder da UNITA, um País não se desenvolve concentrando pessoas numa cidade e desenvolve-se criando várias cidades prósperas num território inteiro.
Refira-se que o Governo de Angola dividiu a antiga província do Kuando Kubango em duas novas províncias autónomas: Kuando e Kubango.
Esta alteração faz parte da nova Divisão Político-Administrativa (DPA) do País, que elevou o total de províncias para 21.
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