Adalberto Costa Júnior exorta JURA a assumir papel decisivo na mudança do país

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu neste sábado, 18 de Julho, que a Juventude Revolucionária de Angola (JURA) deve assumir um papel de liderança na transformação do país, afirmando que a alternância democrática constitui o caminho para devolver aos jovens o direito de construírem o seu próprio destino.
Numa mensagem por ocasião do Dia Nacional da JURA, Adalberto Costa Júnior evocou a memória de David Jonatão Samwimbila, patrono da organização juvenil da UNITA, a quem descreveu como símbolo de coragem, patriotismo e entrega à causa da liberdade.
O líder do maior partido da oposição afirmou ainda que, ao lado de Jonas Savimbi, fundador da UNITA, Samwimbila representa a geração que lançou as bases da resistência e cujo sacrifício deve ser honrado com “acções concretas”.
Na sua abordagem, o líder do maior partido na oposição sustentou que o país enfrenta desafios que exigem uma leitura do presente, apontando que 75 por cento dos angolanos têm menos de 30 anos, enquanto cerca de 48,7 por cento dos jovens estão desempregados.
Adalberto Costa Júnior referiu igualmente que mais de 80 por cento da força de trabalho juvenil se encontra no sector informal, sem protecção social nem perspectivas de progresso, acrescentando que a idade média dos desempregados é de 25,9 anos.
Segundo o político, estes números representam uma geração à espera de oportunidades que, no seu entendimento, o actual modelo de governação não tem criado. Considerou, por isso, que os dados representam rostos, sonhos adiados e talentos desperdiçados.
A um ano das eleições, Adalberto Costa Júnior afirmou que a missão da JURA passa por liderar a alternância democrática, defendendo que esta não deve ser vista como um fim em si mesmo, mas como um caminho para garantir melhores oportunidades à juventude.
Apelou aos jovens para fiscalizarem, mobilizarem e denunciarem a corrupção e a má gestão, além de exigirem políticas públicas que priorizem a educação, o emprego digno e a participação política efectiva.
O presidente do “Galo Negro” considerou ainda que a JURA é património de todos os angolanos que acreditam num país mais justo e manifestou o desejo de que o exemplo de David Jonatão Samwimbila e a visão de Jonas Savimbi inspirem a juventude a não se resignar.



