O Banco Africano de Exportação-Importação (Afreximbank) anunciou, sábado, em New Alamein, no Egipto, a aprovação de 1,3 mil milhões de dólares para financiar a produção de fertilizantes em Angola.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração daquela instituição financeira multilateral pan-africana, George Elombi, no termo de uma audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, à margem da cerimónia de lançamento do Alamein Africa Forum.
De acordo com George Elombi, o financiamento aprovado será integralmente direccionado à AMUFERT, uma unidade industrial voltada para a produção de fertilizantes. O responsável adiantou que o cronograma de implementação da fábrica segue em ritmo acelerado, com previsão de conclusão já para o final deste mês.
“Para nós, os fertilizantes são um elemento crucial para o desenvolvimento do continente. Não apenas para Angola, mas ao nível continental, o impacto poderá fazer-se sentir”, assegurou.
Além deste montante, o PCA do Afreximbank revelou que a instituição já investiu cerca de 2,8 mil milhões de dólares no país.
O responsável esclareceu que, além de Angola, o banco tem apoiado outras nações do continente. Como exemplo, citou a Nigéria, país onde a instituição desenvolveu projectos estruturantes em cooperação com o empresário Aliko Dangote. George Elombi adiantou que a audiência serviu também para abordar investimentos na Zona Económica Especial (ZEE), onde está projectada a criação de uma fábrica de medicamentos, considerada um sector de grande importância estratégica.
Outro tema debatido, segundo o responsável, foi a criação de um Banco de Energia de âmbito continental. O objectivo desta instituição é assegurar o financiamento ao sector das energias renováveis e fósseis, numa altura em que os grandes bancos globais reduzem drasticamente o investimento nesta área em África.“Também falámos sobre o apoio que o Afreximbank pode prestar às pequenas e médias empresas que trabalham em Angola, fornecendo serviços a grandes empresas, nomeadamente do sector Petrolífero, porque, muitas vezes, estas empresas levam muito tempo para receber os pagamentos”, ressaltou.
O responsável destacou que o financiamento visa garantir pagamentos atempados às pequenas e médias empresas, assegurando a continuidade das suas operações.




