Luanda – A África do Sul pretende localizar, identificar e transladar os restos mortais de combatentes que morreram em Angola durante a luta de libertação nacional da África do Sul, informou, esta quinta-feira, em Luanda, a representante do Congresso Nacional Africano (ANC), Thembi Majola.
Luanda – A África do Sul pretende localizar, identificar e transladar os restos mortais de combatentes que morreram em Angola durante a luta de libertação nacional da África do Sul, informou, esta quinta-feira, em Luanda, a representante do Congresso Nacional Africano (ANC), Thembi Majola.
A informação foi avançada no final de uma audiência concedida pela vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, a uma delegação sul-africana, durante a qual foram abordadas questões relacionadas com o projecto junto das autoridades angolanas.
De acordo com Thembi Majola, a iniciativa pretende permitir que as famílias dos antigos combatentes sul-africanos conheçam os locais onde os seus entes queridos morreram e realizem cerimónias tradicionais antes da repatriação dos restos mortais.
A representante do ANC referiu que iniciativas semelhantes já tiveram início em países como a Zâmbia, Zimbabwe e Rússia, mas considerou Angola um caso particular devido ao seu contexto histórico.
Para Thembi Majola, Angola destaca-se no projecto por ter sido, ao contrário de outros países, um campo de batalha e uma zona de guerra durante a luta de libertação da África do Sul.
Esse contexto, explicou, torna o país particularmente relevante para a iniciativa de identificação dos restos mortais, tendo em conta o elevado número de pessoas que morreram durante os conflitos.
Segundo a dirigente, Angola ocupa uma posição particular no projecto devido ao cenário de guerra que marcou a luta de libertação da África do Sul.
Thembi Majola admitiu, por isso, que nem todos os combatentes poderão ser encontrados.
Durante o encontro, a delegação comunicou à vice-presidente do MPLA a intenção de realizar uma reunião formal para abordar questões mais amplas das relações entre os dois países.
A iniciativa de localização dos restos mortais insere-se num esforço de preservação da memória dos combatentes sul-africanos que participaram na luta de libertação e morreram em território angolano, reforçando a dimensão histórica das relações entre Angola e a África do Sul.
Embaixador do Sudão
Ainda esta quinta-feira, Mara Quiosa recebeu, em audiência, o embaixador do Sudão em Angola, Abdelraouf Ali Amir, num encontro que serviu para abordar a situação política, social e económica daquele país.
Abdelraouf Ali Amir informou, em declarações à imprensa, que milícias, com alegado apoio de forças e países estrangeiros, continuam a atacar a população, provocando mortes, destruição de infra-estruturas e deslocação de pessoas.
O diplomata disse, igualmente, que existem interesses externos relacionados com os recursos naturais do Sudão.
Apesar da situação, destacou sinais de recuperação, entre os quais o regresso de cidadãos e estudantes, o início da reconstrução de infra-estruturas e a retoma dos voos nacionais e internacionais.
Mara Quiosa recebeu, igualmente, em audiência, a encarregada de negócios dos Estados Unidos da América, Shannon Cazeau, que não prestou quaisquer declarações à imprensa.MGM/ART




