A ala da FNLA ligada a Ngola Kabangu mantém a realização do congresso extraordinário do partido para os dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, e considera inexistente o conclave convocado pelo actual presidente, Nimi a Simbi, por alegada falta de legitimidade estatutária.
Segundo o coordenador do congresso extraordinário, Ndonda Nzinga, estão a ser mobilizados os delegados das diferentes províncias para participarem no encontro, apesar das dificuldades financeiras e logísticas para assegurar a deslocação dos participantes.
O responsável afirmou que o congresso deverá deliberar sobre questões fundamentais para o futuro da organização, tendo criticado a condução do partido pela actual liderança.
Ndonda Nzinga contestou igualmente a convocatória de Nimi a Simbi, alegando que os estatutos da FNLA determinam que a realização de um congresso depende de autorização do Comité Central, órgão que, segundo o coordenador, não terá aprovado a convocação.
O dirigente acusou ainda o actual presidente de incumprimento dos estatutos do partido e de decisões judiciais, defendendo que os procedimentos para a realização de eleições internas devem respeitar as competências dos órgãos estatutários.
Ndonda Nzinga afirmou também que o Comité Central já deliberou a destituição de Nimi a Simbi, embora não tenha apresentado, nas declarações citadas, detalhes sobre a decisão ou os respectivos fundamentos documentais.
A disputa em torno da convocação dos congressos evidencia a divisão interna na FNLA, com as duas alas a contestarem a legitimidade dos respectivos processos. A realização dos encontros e a validade das decisões tomadas deverão depender do cumprimento dos estatutos partidários e dos mecanismos legais aplicáveis.




