Angola está disponível para acolher investimentos directos do sector privado de Omã em diversos sectores da economia nacional, anunciou o Presidente da República, João Lourenço, no quadro da visita de Estado de dois dias do Sultão de Omã, Haitham Bin Tarik.
Ao discursar esta sexta-feira, 18 de Setembro, no encontro entre as delegações dos dois Governos, o Chefe de Estado angolano destacou a agricultura, pecuária, pescas, recursos minerais, petróleo e gás, produção de energia eléctrica, indústria farmacêutica e as indústrias de defesa como áreas abertas ao investimento omanita.
João Lourenço manifestou igualmente a expectativa de que a presença do Sultão Haitham Bin Tarik em Angola contribua para ampliar e consolidar os passos já alcançados nas relações entre os dois países.
O Presidente angolano defendeu a abertura de missões diplomáticas de Angola e do Sultanato de Omã nos respectivos países, como uma medida importante para o reforço das relações bilaterais.
“Considero importante para o reforço das nossas relações bilaterais, a abertura de uma missão diplomática do Sultanato de Omã em Angola, assim como de Angola em Mascate, Omã, pelo papel que desempenhará na comunicação entre os nossos dois países”, sublinhou.
A evolução das relações entre os dois países ficou marcada por uma dinâmica crescente desde Maio de 2024, quando uma delegação omanita visitou Angola e foram assinados quatro acordos de cooperação nos domínios da economia, finanças, petróleos e telecomunicações.
“Esse foi o marco a partir do qual foram lançadas as bases da cooperação bilateral, em cujo âmbito se criaram as condições para a visita que efectuei a Omã com bons resultados”, recordou.
Entre os resultados já alcançados, o Presidente angolano apontou a abertura, este ano, em Luanda, do African Bank of Omã, bem como a participação de empresas omanitas nas minas de Catoca e do Luele.
“O início da actividade do banco agregou ao sector financeiro angolano novas capacidades e espero que venha a ter um papel activo no financiamento da economia nacional por via dos empreendedores angolanos e de empresários do vosso país e da região interessados em fazer investimentos em Angola, em diferentes sectores da económia”, afirmou João Lourenço.




