Angola: Adão de Almeida preside AN, oposição vê continuidade

Em Angola, o MPLA indicou Adão de Almeida para presidir o Parlamento, substituindo Carolina Cerqueira. A UNITA diz que a mudança não trará reformas, pois o problema está no sistema, não na pessoa.
Adão de Almeida substitui Carolina Cerqueira, criticada pela oposição por alegada parcialidade nos debates parlamentares. Para a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição, a troca é "ela por ela”, de acordo com Evaldo Evangelista, secretário para a comunicação da UNITA.
"Adão de Almeida não vai trazer nada de novo, porque o problema está no sistema e não na pessoa”, diz Evangelista, para quem "o MPLA pode mudar as pessoas, mas mantém as mesmas práticas."
Analista político Manuel Cangundo partilha da mesma visão. Entende que Adão de Almeida não vai promover reformas na Assembleia Nacional. "Isso só seria possível com respeito ao princípio da separação de poderes, o que não acontece devido ao sistema político angolano”, comenta Cangundo.
Caminho às eleições de 2027
Para Cangundo, a escolha obedece a uma agenda político-partidária, "essa indicação é apenas um caminho para, em 2027, ter melhor legitimidade para ser cabeça de lista", concluiu.
Adão de Almeida já foi porta-voz da CNE, secretário de Estado, ministro da Administração do Território e chefe da Casa Civil do Presidente da República.
A UNITA antecipa continuidade, "esperamos o mesmo posicionamento na defesa dos interesses do povo, com a mesma pressão que a sua antecessora enfrentou”, observa Evaldo Evangelista - secretário para a comunicação da UNITA.
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