Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, afirmou, este sábado, em Luanda, que Angola consolidou, nos últimos anos, avanços importantes na resposta nacional ao VIH, com o reforço da prevenç3ão, do diagnóstico e do tratamento
Luanda – A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, afirmou, este sábado, em Luanda, que Angola consolidou, nos últimos anos, avanços importantes na resposta nacional ao VIH, com o reforço da prevenç3ão, do diagnóstico e do tratamento
Ao intervir na cerimónia de abertura da 2.ª edição da Imersão FertiMulher, sob o lema “A Maternidade Real”, Esperança da Costa apontou a prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho como uma das áreas que mereceram atenção no quadro da resposta nacional.
A Vice-Presidente apontou, igualmente, a campanha “Nascer Livre para Brilhar” como um marco importante neste domínio, por contribuir para a redução da taxa de transmissão do VIH de mãe para filho.
Defendeu que a saúde da mulher exige uma resposta integrada às doenças que continuam a constituir importantes desafios de saúde pública, entre as quais o VIH/SIDA.
Esperança da Costa sublinhou que a amamentação constitui uma das intervenções simples e eficazes para a protecção da saúde da criança.
Realçou que Angola possui uma forte cultura de aleitamento materno e, segundo os dados disponíveis, 95 por cento das crianças recebem leite materno.
“Pelo que devemos continuar a promover o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses e a criar condições para que as mães recebam informação, apoio e acompanhamento adequados”, enfatizou.
Durante o discurso, apontou que o apoio à mulher que amamenta constitui uma responsabilidade da família, dos serviços de saúde, das comunidades e de toda a sociedade.
Outubro Rosa
Por outro lado, a Vice-Presidente apelou à sociedade para, durante o mês de Outubro, reforçar as mensagens de prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, que, segundo afirmou, devem integrar de forma permanente a agenda da saúde da mulher.
Informou que os dados do Instituto Angolano de Controlo do Cancro registaram 543 novos casos em 2024, 548 em 2025 e 259 no primeiro semestre de 2026, o que corresponde a uma média de 43 casos por mês.
Considerou que estes números devem reforçar a determinação das autoridades e da sociedade na promoção da literacia em saúde, prevenção, identificação precoce dos sinais e sintomas, diagnóstico atempado e acesso ao tratamento.
Segundo a Vice-Presidente, o Outubro Rosa não deve constituir apenas uma campanha de um mês, mas um compromisso permanente com a saúde da mulher.
“Queremos mulheres informadas, capazes de reconhecer sinais de alerta e de procurar atempadamente os serviços de saúde, serviços capazes de diagnosticar mais cedo e oferecer cuidados de qualidade”, afirmou.
Acrescentou que o olhar atento das mulheres para o desenvolvimento sustentável as torna agentes naturais de impacto e de mudança.FMA/ART




