Angola defende aposta global em estradas seguras

Luanda - O secretário de Estado para o Interior, Arnaldo Carlos, reafirmou, esta segunda-feira, em Nova Iorque, o compromisso de Angola com a promoção da segurança rodoviária, como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável.
Ao discursar durante os trabalhos da reunião de alto nível da Assembleia-Geral da ONU sobre Segurança Rodoviária Global, adiantou que o seu país tem trabalhado, em estreita colaboração com as Nações Unidas, Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais parceiros internacionais.
Na ocasião, sublinhou que a comunidade internacional atravessa um momento decisivo para intensificar os esforços rumo ao cumprimento das metas globais.
Segundo Arnaldo Carlos, o alcance da meta 3.6 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa reduzir para metade o número de mortes e feridos graves em acidentes de viação, até 2030, depende da capacidade dos Estados de traduzir os compromissos políticos em medidas efectivas.
Defendeu que tais compromissos exigem o fortalecimento das instituições, mobilização de investimentos sustentáveis e aprofundamento da cooperação internacional.
Sublinhou a necessidade de uma resposta global mais ambiciosa para acelerar as metas da Década de Acção para a Segurança Rodoviária 2021–2030, e recordou as directrizes consagradas nas declarações de Estocolmo, Política de Nova Iorque e de Marraquexe, que exigem uma acção coordenada e orientada para resultados concretos.
De recordar que os acidentes de viação continuam a ser uma das mais graves ameaças à saúde pública mundial, provocando anualmente mais de um milhão de mortes e figura como uma das principais causas de mortalidade entre crianças e jovens.
Arnaldo Carlos alertou que o impacto vai além da dimensão humana, pois compromete o crescimento económico, agrava desigualdades e dificulta a concretização da Agenda 2030.
Ao abordar a realidade nacional, Arnaldo Carlos assinalou que a sinistralidade rodoviária em Angola se concentra sobretudo nos grandes centros urbanos, devido ao aumento da mobilidade e a rápida urbanização.
Para responder ao desafio, o Executivo angolano tem implementado uma estratégia integrada, assente no reforço jurídico, intensificação da fiscalização, educação rodoviária, melhoria das infra-estruturas, modernização do trânsito e fortalecimento dos serviços de emergência médica.
Considerou que o êxito operacional e prático destas acções esta directamente condicionado a consolidação de parcerias internacionais sólidas, enfatizando que este ecossistema de cooperação multilateral deve priorizar a transferência contínua de tecnologia de ponta, intercâmbio de boas práticas e mobilização de recursos financeiros previsíveis, regulares e sustentáveis.
Sublinhou que os mecanismos de apoio técnico e de financiamento global precisam de conferir uma atenção especial às vulnerabilidades estruturais enfrentadas pelos países em desenvolvimento.
Em Angola, realçou, a segurança rodoviária deixou de ser uma questão estritamente policial para se posicionar no centro nevrálgico das macro-políticas públicas, com o Executivo a defende uma abordagem transversal que integre os sectores da saúde pública, educação básica para a cidadania e ordenamento do território.


