Angola defendeu, terça-feira, em Nova Iorque, o reforço das acções internacionais para a eliminação das armas nucleares, durante a Reunião de Alto Nível sobre a Comemoração do Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, realizada no âmbito da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Ao intervir na reunião, a Representante Permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e de Outras Organizações Internacionais em Viena, Isabel Godinho, afirmou que a eliminação das armas nucleares continua a constituir uma das maiores responsabilidades da comunidade internacional, informa uma nota enviada ao JA Online.
A diplomata sublinhou que o impacto destrutivo dessas armas ultrapassaria qualquer capacidade de resposta humanitária.
“A segurança colectiva não deve continuar refém da ameaça do uso de armas de destruição massiva”, declarou, acrescentando que as actuais tensões geopolíticas e a persistência de conflitos exigem diálogo contínuo, diplomacia preventiva e um compromisso renovado com o multilateralismo.
Isabel Godinho reafirmou o empenho de Angola na implementação dos instrumentos internacionais de desarmamento e não proliferação, incluindo o Tratado sobre a Não Proliferação das Armas Nucleares, o Tratado de Pelindaba e o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares.
Defendeu, igualmente, a revitalização dos mecanismos multilaterais de desarmamento, para que permaneçam inclusivos, credíveis e eficazes.
Ao abordar as aplicações pacíficas da tecnologia nuclear, destacou a cooperação entre Angola e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) nas áreas da medicina nuclear, agricultura, gestão dos recursos hídricos e protecção ambiental.
A diplomata apelou, ainda, ao investimento na formação de especialistas, no reforço da segurança radiológica e na modernização das instituições nacionais.
Segundo Isabel Godinho, a comunidade internacional deve orientar os recursos humanos, tecnológicos e financeiros para áreas prioritárias, como a saúde pública, a educação, a inovação científica, o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.
Por fim, apelou ao reforço da assistência técnica, da transferência de conhecimentos científicos e da cooperação internacional, de modo a garantir que todos os Estados possam beneficiar, em segurança, das aplicações pacíficas da energia nuclear.




