Angola defende mais eficácia do Conselho de Segurança

Angola defendeu, na quinta-feira, em Nova Iorque, maior eficácia do Conselho de Segurança das Nações Unidas na prevenção e resolução pacífica de conflitos.
A posição foi reiterada pelo representante permanente do país junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz, durante o Debate Aberto do Conselho de Segurança, subordinado ao tema “O Fortalecimento dos Mecanismos para a Solução Pacífica de Controvérsias: Seguimento da Resolução 2788 (2025), do Conselho de Segurança”. Na sua intervenção, o diplomata angolano salientou que, um ano após a adopção unânime da Resolução 2788 (de 2025), o principal desafio consiste em assegurar a sua implementação efectiva, consistente e imparcial, defendendo que a credibilidade do Conselho de Segurança da ONU depende da capacidade de transformar decisões políticas em resultados concretos. “O compromisso político deve traduzir-se em acções concretas e mensuráveis. Quando a implementação falha, enfraquece-se a confiança no multilateralismo, no direito internacional e na capacidade das Nações Unidas para prevenir e resolver conflitos”, afirmou. Angola defendeu, por isso, o reforço dos mecanismos de resolução pacífica de conflitos, sublinhando que a implementação efectiva das resoluções do Conselho de Se-gurança constitui um factor determinante para a credibilidade do sistema multilateral e para a promoção da paz e da segurança internacionais. Na ocasião, o diplomata angolano saudou a presidência congolesa do Conselho de Segurança, exercida pela ministra das Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Francofonia da República Democrática do Congo, Thérèse Kayikwamba Wagner, considerando o debate uma oportunidade relevante para reforçar o compromisso da comunidade internacional com a prevenção de conflitos e a consolidação da paz. O representante permanente de Angola junto da ONU destacou, igualmente, que África continua a enfrentar desafios complexos de segurança, marcados pelo terrorismo, grupos armados, mudanças inconstitucionais de governo, criminalidade organizada transnacional e crises humanitárias, salientando que respostas exclusivamente militares são insuficientes para garantir uma paz duradoura. Segundo Francisco José da Cruz, a prevenção de conflitos exige uma abordagem integrada, baseada na diplomacia preventiva, na mediação, no diálogo político inclusivo e em soluções lideradas pelos próprios países afectados, com o apoio de organizações regionais e parceiros internacionais.


