Angola defende o diálogo para paz no Médio Oriente

Luanda - Angola defende o diálogo como a única forma viável de alcançar uma paz duradoura no Médio Oriente e da resolução pacífica de litígios, declarou, terça-feira, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz.
Segundo uma nota da Missão Permanente do país junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, o diplomata angolano fez este pronunciamento no debate da 10.ª Sessão Especial de Emergência do Conselho de Segurança sobre o “Veto que impediu, no dia 4 deste mês, a adopção de um Projecto de Resolução que Exige um Cessar Fogo Imediato, Permanente e Incondicional na Faixa de Gaza”.
De acordo com Francisco da Cruz, a retoma da Sessão Especial de Emergência ocorre num contexto internacional muito desafiante e complexo, e representa mais um teste ao multilateralismo como mecanismo “para resolver os complexos desafios internacionais que hoje enfrentamos”.
O embaixador lamentou o facto de o Conselho de Segurança das Nações Unidas não ter conseguido adoptar uma resolução importante devido ao veto de um membro permanente, reiterando que o Conselho de Segurança deve cumprir com as suas responsabilidades primárias de manutenção da paz e da segurança internacionais, conforme estabelecido na Carta da ONU, particularmente face à grave crise e catástrofe humanitária que se desenrolam em Gaza.
Indicou que os desafios globais actuais reforçam a convicção de Angola sobre a necessidade urgente de reformar o sistema das Nações Unidas, especialmente o seu Conselho de Segurança, para o tornar eficaz, representativo e inclusivo, capaz de fortalecer o multilateralismo como forma de lidar com as ameaças comuns e interligadas, e de preservar a paz e a segurança mundiais.
“A comunidade internacional deve agir agora para alcançar uma paz duradoura em Gaza, abrir caminho para aliviar o sofrimento humano do povo palestiniano e evitar o risco de a crise se alastrar e se transformar num conflito regional com implicações perigosas para a paz e a segurança internacional”, frisou.
Francisco da Cruz explicou que, por este motivo, Angola votou a favor da resolução A/ES-10/L.34/Rev.1, intitulada “Acções ilegais israelitas em Jerusalém Oriental Ocupada e no Restante Território Palestiniano Ocupado Protecção de Civis e Cumprimento de Obrigações Legais e Humanitárias”.
O diplomata reafirmou o apoio aos esforços diplomáticos em curso para que as partes implementem de forma plena, incondicional e imediata todas as disposições da Resolução 2735 do Conselho de Segurança, de 10 de Junho de 2024, para pôr fim à guerra em Gaza.


