O ministro das Relações Exteriores defendeu, ontem, em Luanda, o reforço das capacidades internas dos órgãos da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), com destaque para o Comité de Representantes Permanentes (COREP), como passo obrigatório para a resolução das questões da região.
Téte António sublinhou que estas questões devem ser tratadas como preocupações colectivas pelos Estados-membros, com o objectivo de construir uma CEEAC mais forte e actuante.
Ao discursar por ocasião do Retiro do COREP junto da CEEAC, num encontro marcado pela presença de membros da Academia Diplomática “Venâncio de Moura”, o governante referiu que estas questões exigem plataformas permanentes de troca de ideias para formular estratégias conjuntas de resposta às crises que continuam a impactar as actividades económicas na África Central.
De acordo com o ministro Téte António, a facilitação do trânsito na região é vital para os povos da África Central e indispensável para se avançar na integração regional.
Na ocasião, o titular da pasta das Relações Exteriores mencionou ainda a posição do Presidente da República, João Lourenço, que defende a integração regional como “um investimento estratégico para estabilidade, soberania e prosperidade colectiva dos nossos Estados”.
Deste modo, Téte António apontou como prioridade a busca por soluções africanas para os problemas do continente, com foco na materialização da unificação entre a Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), a Comunidade Económica dos Países dos Grandes Lagos (CPEGL) e a CEEAC.
As áreas prioritárias incluem comércio, saúde, livre circulação, mecanismos de financiamento da integração, segurança e regulamentação orçamentária e monetária.
O retiro, salientou, deve servir de base para que o COREP, na qualidade de órgão consultivo, apresente recomendações aos órgãos executivos da CEEAC antes da próxima reunião do Conselho de Ministros e da Conferência de Chefes de Estado e de Governo.




