“Angola é exemplo de construção da paz”

A experiência de Angola na superação da guerra constitui um exemplo de esperança para os povos afectados por conflitos, afirmou o Presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
Ao intervir por videoconferência na III Cimeira da Aliança das Civilizações da ONU (UNAOC), o Estadista e Prémio Nobel da Paz recordou que os angolanos conheceram profundamente o sofrimento provocado pela guerra, mas demonstraram ao mundo a possibilidade de reconstruir uma nação por meio do diálogo, do perdão e da reconciliação. Segundo José Ramos-Horta, essa trajectória confere um simbolismo especial ao encontro, transformando Luanda num espaço privilegiado para debater a paz e a estabilidade global. O Presidente timorense defendeu ainda que as conclusões da Cimeira de Luanda devem inspirar países em crise, reforçando o compromisso colectivo com a resolução pacífica de disputas e com o respeito ao Direito Internacional. O Chefe de Estado timorense sustentou que a estabilidade global é indissociável das condições sociais dos povos. Segundo o Estadista, não haverá paz duradoura onde persistirem a pobreza extrema, a exclusão social e a fome. Ao mesmo tempo, o Prémio Nobel da Paz realçou o papel de liderança que Angola tem assumido na mediação de conflitos e na promoção do diálogo e da reconciliação no continente africano. Ramos-Horta frisou que o combate a essas assimetrias sociais não deve ser encarado pelas potências globais como um mero acto de caridade. Pelo contrário, o líder timorense defendeu que a erradicação da miséria constitui um investimento estratégico fundamental na paz, na estabilidade internacional e no desenvolvimento sustentável das nações.



