Nova Iorque (Do enviado especial) - Angola participou, segunda-feira, na Reunião de Alto Nível “Accra Reset-Diálogo de Reinicialização Global”, dedicada aos desafios da cooperação internacional e à construção de respostas equilibradas e eficazes às questões que afectam os países do Sul Global.
Nova Iorque (Do enviado especial) - Angola participou, segunda-feira, na Reunião de Alto Nível “Accra Reset-Diálogo de Reinicialização Global”, dedicada aos desafios da cooperação internacional e à construção de respostas equilibradas e eficazes às questões que afectam os países do Sul Global.
No evento, decocorrido em Nova Iorque, à margem do Debate Geral da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a delegação angolana foi liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, em representação do Presidente da Republica, João Lourenço.
A Reunião de Alto Nível “Accra Reset-Diálogo de Reinicialização Global”, é uma iniciativa lançada em 2025 pelo Presidente do Ghana, John Dramani Mahama.
O encontro juntou, dentre outras personalidades, os Presidentes da Costa Rica, Laura Fernández, do Quénia, William Ruto, os primeiros-ministros da Suécia, Ulf Kristersson, e de Barbados, Mia Amor Mottley, bem como o antigo Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.
O “Accra Reset” surgiu inicialmente como uma iniciativa centrada na soberania em matéria de saúde e evoluiu para uma plataforma mais ampla de cooperação política, económica e institucional.
A iniciativa procura colocar no centro do debate internacional a capacidade dos Estados de definirem as suas próprias prioridades, mobilizarem recursos, fortalecerem as suas instituições e assegurarem a execução das suas políticas de desenvolvimento.
Entre os desafios identificados pela iniciativa encontram-se a dependência de financiamento externo, a vulnerabilidade perante choques internacionais e a limitada influência de muitos países em desenvolvimento na definição das regras, normas e instrumentos que estruturam o sistema económico e financeiro internacional.
É neste contexto que os *Global Reset Dialogues* assumem particular relevância, enquanto plataforma destinada a promover um diálogo mais orientado para resultados entre países do Sul e do Norte Global, procurando transformar declarações políticas em formas concretas de cooperação, negociação e implementação.
A plataforma prevê a abordagem de áreas como saúde, desenvolvimento do capital humano, comércio e parcerias industriais, bem como, numa fase posterior, soberania digital, minerais críticos e biosegurança.
Num contexto internacional marcado por profundas transformações económicas, tecnológicas e geopolíticas, a participação de Angola neste tipo de plataformas contribui para a afirmação da sua voz nos debates sobre a evolução da arquitectura internacional de cooperação e desenvolvimento e para a identificação de oportunidades de cooperação que se possam traduzir em benefícios concretos para os Estados participantes.
Os Global Reset Dialogues procuram aproximar o debate político da implementação prática através de negociações sobre questões específicas e de mecanismos destinados a assegurar responsabilidades, acompanhamento e resultados. SR




