Luanda - Uma delegação angolana participou, de 19 a 21 de Agosto, em Acra, Gana, na Cimeira de Energia Nuclear EUA–África 2026 (USANES 2026), que analisou o desenvolvimento desta para fins pacíficos no continente, com destaque à formação de quadros, segurança e capacitação institucional.
Luanda - Uma delegação angolana participou, de 19 a 21 de Agosto, em Acra, Gana, na Cimeira de Energia Nuclear EUA–África 2026 (USANES 2026), que analisou o desenvolvimento desta para fins pacíficos no continente, com destaque à formação de quadros, segurança e capacitação institucional.
De acordo com uma nota da representação diplomática naquele país, o evento, que decorreu sob o lema “Construindo e Sustentando a Força de Trabalho Nuclear de África”, reuniu representantes governamentais, especialistas e parceiros internacionais, que abordaram igualmente questões relacionadas com a regulamentação, inovação tecnológica e cooperação internacional neste domínio.
A representação angolana foi integrada pelo embaixador de Angola no Gana, Rui Orlando Xavier, por Adilson Bernardo, da direcção América do Ministério das Relações Exteriores, e pelo primeiro secretário da Embaixada, Zeferino Pintinho.
Durante a Cimeira, o Gana informou estar na segunda fase do processo de desenvolvimento das infra-estruturas necessárias à implementação do seu programa nuclear, destacando os avanços da cooperação com os Estados Unidos da América e o processo conducente à conclusão do denominado Acordo 123.
Os Estados Unidos da América reiteraram, por sua vez, o compromisso de apoiar o Gana e outros países africanos no desenvolvimento do sector, com destaque para a criação, em Acra, de um Centro Regional de Formação em Energia Nuclear, destinado à capacitação técnica e ao intercâmbio de conhecimentos especializados.
Os participantes concluíram que o desenvolvimento sustentável de programas nucleares requer, além de tecnologia e infra-estruturas, recursos humanos qualificados, instituições sólidas e mecanismos regulatórios eficazes, com particular atenção à formação nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Para Angola, a experiência do Gana apresenta interesse estratégico, sobretudo nos domínios da formação de quadros, regulamentação, segurança nuclear, investigação científica e desenvolvimento tecnológico.
A participação angolana permitiu acompanhar a evolução dos programas de energia nuclear em África e identificar potenciais oportunidades de cooperação, particularmente nas áreas de formação e capacitação técnico-científica.
Neste sentido, a representação diplomática considera relevante o acompanhamento do programa nuclear do Gana e das iniciativas desenvolvidas em parceria com os Estados Unidos da América e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
O reforço das capacidades dos países africanos para desenvolver programas de energia nuclear seguros, sustentáveis e para fins pacíficos constituiu o principal objectivo da Cimeira de Energia Nuclear EUA–África 2026 (USANES 2026).
O encontro procurou ainda aproximar governos, universidades, instituições de investigação, indústria, entidades reguladoras e parceiros internacionais, promovendo a partilha de conhecimentos e a cooperação regional.
No domínio científico, foi destacada a importância das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) para a criação de competências nacionais capazes de responder às necessidades do sector nuclear. AFL/SC




