Angola pede acção internacional reforçada contra violência sexual em zonas de conflito

O posicionamento foi apresentado pelo embaixador de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, durante um Debate Aberto do Conselho de Segurança da ONU dedicado à violência sexual relacionada com conflitos.
Segundo o diplomata, o relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas revela um cenário preocupante, com um aumento significativo dos casos de violência sexual em contextos de conflito durante 2025.
Francisco da Cruz afirmou que estes crimes continuam a ser utilizados como tácticas de guerra, causando consequências profundas para vítimas, famílias e comunidades, além de comprometerem os esforços de paz e segurança internacionais.
O representante angolano destacou que, apesar de mulheres e meninas continuarem a representar a maioria das vítimas, homens e meninos também são afectados, muitas vezes devido ao estigma e à falta de acesso a mecanismos de apoio.
Entre as prioridades defendidas por Angola estão a colocação dos sobreviventes no centro das respostas, o reforço dos sistemas nacionais de justiça, a responsabilização dos autores dos crimes e a garantia de financiamento sustentável para programas de assistência.
Francisco da Cruz defendeu ainda que a prevenção da violência sexual deve ser integrada nos processos de mediação, manutenção e consolidação da paz, bem como nas reformas do sector de segurança.
O embaixador reafirmou a importância da implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU sobre Mulheres, Paz e Segurança, sublinhando que a participação plena das mulheres nos processos de paz é essencial para alcançar uma estabilidade duradoura.



