O ministro das Relações Exteriores, Téte António, defendeu, quinta-feira, em Luanda, maior envolvimento dos países-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), com vista à consolidação e ao fortalecimento da organização.
Téte António,que falava na abertura da reunião com os embaixadores e representantes permanentes membros daquela organização central, exortou, igualmente, o engajamento das partes na implementação das decisões tomadas no quadro da integração regional.
De acordo com o ministro, o fortalecimento da Comunidade Económica dos Estados da África Central depende, fundamentalmente, do envolvimento dos próprios países.
Na perspectiva do governante angolano, a responsabilidade pelo funcionamento e implementação das decisões adoptadas pelos países não se deve atribuir exclusivamente ao secretário da organização.
O governante considerou significativa a escolha de Luanda para acolher o encontro, por representar uma oportunidade para uma reflexão aprofundada sobre os desafios da organização e, simultaneamente, para
reiterar o compromisso da República de Angola com a integração da África Central.
Téte António considerou que a existência de um Comité dos Representantes Permanentes da Comunidade Económica dos Estados da África Central (COREP-CEEAC) constitui um instrumento importante para reforçar a participação dos Estados na vida da organização, permitindo que cada país acompanhe, de perto, a implementação das decisões tomadas colectivamente.
Em declarações à imprensa, o embaixador de Angola no Gabão, Joaquim do Espírito Santo, explicou que o retiro do COREP constitui uma oportunidade para os representantes dos Estados-membros aprofundarem a análise sobre os principais desafios da integração regional.
Comissão forte
De acordo com o diplomata, o encontro em Luanda pretende, numa primeira fase, reforçar a preparação e a capacidade dos representantes permanentes, de modo a que possam contribuir melhor para o trabalho da Comissão da CEEAC.
O embaixador de São Tomé e Príncipe junto do Gabão e membro do Comité de Representação dos Embaixadores na CEEAC, Vasco Bonfim, considerou, igualmente, importante a realização do retiro em Luanda, sobretudo pela necessidade de encontrar soluções para acelerar a integração económica regional.




