Luanda – Angola prepara uma proposta de legislação sobre microcredenciais, que deverá definir as áreas de actuação, o órgão responsável e as entidades competentes para a implementação destas formações de curta duração.
Luanda – Angola prepara uma proposta de legislação sobre microcredenciais, que deverá definir as áreas de actuação, o órgão responsável e as entidades competentes para a implementação destas formações de curta duração.
A informação foi prestada, quinta-feira, em Lusaka, pelo director-geral adjunto para as Áreas de Gestão de Acreditação e Certificação de Entidades Formadoras e das Equivalências Profissionais, Isaías João, à margem do encerramento da Terceira Reunião do Grupo Técnico de Trabalho para a Revisão do Quadro das Qualificações da SADC.
Segundo o responsável, Angola pretende tirar proveito da experiência de países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), como a Namíbia, Maurícias, Seychelles, África do Sul e Zâmbia, que já dispõem de sistemas de microcredenciais em funcionamento.
Isaías João explicou que as formações para atribuição de microcredenciais poderão ser ministradas por centros de formação profissional, institutos politécnicos, escolas do ensino secundário e universidades que disponham de laboratórios ou oficinas para aulas práticas.
Acrescentou que os formadores deverão possuir, para além do conhecimento teórico, competências técnicas adequadas às áreas de formação.
As microcredenciais constituem certificações atribuídas a pessoas que adquiram uma habilidade, competência ou conhecimento específico, após a frequência de formações com duração entre cinco e 30 horas.
Durante a reunião, os participantes consideraram que as microcredenciais respondem à crescente necessidade de qualificação e requalificação profissional, sobretudo perante o aumento da população jovem à procura de emprego.
A modalidade permite oportunidades de aprendizagem certificada de curta duração, com garantia de qualidade e possibilidade de acumulação ao longo da vida, segundo os participantes.
Consideraram, igualmente, que as microcredenciais podem facilitar o reconhecimento de habilidades e competências adquiridas através de diferentes experiências de aprendizagem, em contextos formais e informais.
A iniciativa pode ainda contribuir para a inclusão social, o acesso ao emprego e o reforço da competitividade dos Estados-Membros da SADC nos contextos africano e internacional, bem como para o fortalecimento da cooperação regional e continental.ART



