Angola reafirma compromisso com a implementação do Programa de Acção de Doha

Nova Iorque – Angola reafirmou, esta sexta-feira, o seu compromisso com a implementação do Programa de Acção de Doha para os Países Menos Avançados (PMA).
A posição foi expressa pelo ministro da Economia e Planeamento, Victor Hugo Guilherme, durante a Reunião Ministerial dos Países Menos Avançados, realizada à margem da 80ª Assembleia Geral da ONU, sob o tema “Impulsionar a implementação acelerada do Programa de Acção de Doha numa era de múltiplas crises: Rumo à Revisão Intercalar de Doha em 2027.”
Na ocasião,,Victor Guilherme defendeu maior solidariedade internacional e parcerias reforçadas para enfrentar os múltiplos desafios que afectam os Estados mais vulneráveis.
Segundo o governante, o debate decorre num momento oportuno, já que os Países Menos Avançados continuam a ser desproporcionalmente afectados pelas crises financeiras, climáticas, energéticas e geopolíticas, o que torna ainda mais urgente a mobilização de esforços coletivos.
No seu discurso, o ministro destacou a importância do financiamento para o desenvolvimento, defendendo que os compromissos assumidos em Sevilha, na 4.ª Conferência de Financiamento para o Desenvolvimento, devem traduzir-se em acções concretas, particularmente no alívio da dívida, no financiamento climático e na reforma da arquitectura financeira internacional.
Sublinhou igualmente a necessidade de os PMA receberem apoio específico para desenvolver capacidades produtivas, assegurar a segurança alimentar e diversificar as suas economias, em consonância com os objectivos do Programa de Acção de Doha.
O governante apontou ainda que as vulnerabilidades dos Países Menos Avançados exigem não apenas vontade política, mas também parcerias reforçadas com parceiros de desenvolvimento, cooperação Sul-Sul e maior envolvimento do sector privado.
Na ocasião, reafirmou a solidariedade de Angola com todos os Países Menos Avançados, sublinhando que, unidos, será possível transformar promessas em resultados concretos e garantir que nenhum país fique para trás.


